Empresas apostam no empreendedorismo jovem


Eduardo Gay - Ei
Eduardo Gay - Ei | Foto: Camila de Magalhães

Universitários fomentam o ecossistema empreendedor ao mesmo tempo em que impulsionam ideias inovadoras e integram a academia ao mercado de trabalho

O Movimento Empresa Júnior (MEJ) chegou ao Brasil há 30 anos, vindo da França, onde jovens universitários se reuniam em empresas juniores (EJs) com o objetivo de aplicar o conhecimento teórico na prática, dentro da universidade.

Atualmente, o MEJ é presente mundialmente, formando uma rede de colaboração entre jovens acadêmicos e empreendedores que trocam suas experiências pessoais sobre o ecossistema empreendedor estudantil.

O empreendedorismo jovem no ambiente acadêmico nasce dentro dessas empresas, que são associações sem fins lucrativos, com seus espaços físicos dentro da universidade, formadas e geridas por alunos de cursos de graduação.

Fomentando o aprendizado prático do aluno, as EJs integram o mercado profissional ao ambiente de ensino, oferecendo seus serviços, de acordo com o curso de graduação a qual pertencem.

Dessa maneira, as empresas contratantes não têm despesas financeiras com os serviços e ainda obtém produtos inovadores, de dentro do ambiente de ensino, que está a todo momento se renovando e pensando em novos produtos.

O movimento no DF

Segundo o MEJ, o Brasil é o país que possui o maior número de empresas juniores do mundo, com 1.200 cadastradas. No DF, a Concentro – Federação de Empresas Juniores do Distrito Federal, representa o movimento, em busca de expansão, oferecendo suporte às empresas locais.

Luiz Filipe Guerra, diretor de Relacionamento da Concentro, aponta que, para uma EJ alcançar o sucesso, é preciso haver compreensão sobre o mercado em que ela está inserida, por meio de uma pesquisa de mercado, por exemplo, que irá mostrar se o produto desenvolvido pela empresa interessa a seu público alvo.

O time da EJ deve conter pessoas envolvidas de fato com o projeto, que sintam afeição e forte engajamento com a causa. “Por fim, mas não menos importante, não podemos esquecer da estruturação da empresa, o mapeamento de seus processos e sempre registrar tudo, permitindo que todos os envolvidos tenham acesso à situação da empresa”, afirma Guerra.

Preparação para a vida real

Para Eduardo Gay, gerente de projetos da Fundação Assis Chateaubriand, que tem o programa Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores, as empresas juniores têm papel importante no ecossistema empreendedor, pois ampliam a visão empreendedora dos jovens e os preparam para muitas situações que irão enfrentar, tanto como empreendedores de seus próprios negócios ou como empreendedores corporativos. “Esse período de preparação e contato com o mercado pode fazer com que o estudante consolide sua ideia já existente ou que ele desenvolva uma ideia inovadora, disruptiva e que gere impacto”, observa Eduardo.

Nessa junção dos ambientes estudantil e profissional, ressalta Eduardo, a Comunidade Ei – que oferece cursos, workshops e palestras para o ecossistema – se aproxima do movimento de empresas juniores, em parceria na área de comunicação com uma empresa da Universidade de Brasília e com a Concentro, apoiando ações inovadoras.

Eduardo acredita que essas colaborações contribuem para o impulsionamento do empreendedorismo na capital federal. “Tudo isso demonstra que esse tipo de conexão está no DNA da nossa comunidade”, finaliza.

Desmistificando a ferramenta Canvas para a concepção de projetos empreendedores – Nesta sexta-feira (5/10) e sábado (6/10), a Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores realiza um curso de canvas, ferramenta que possibilita a concepção de projetos de maneira 100% visual, colaborativa e participativa.

Para ministrar o workshop, a Ei convidou o especialista em Project Management pela George Washington University/ESI, Wankes Leandro, que ensinará os participantes a elaborarem o Canvas de um projeto consistente, de forma simples e prática, descomplicando o processo. Ao final das duas aulas, os participantes receberão certificação como Experts em Canvas, pela Brasília School of Business.

Veja o conteúdo do curso
• Conceitos fundamentais de projetos;
• Apresentação do Canvas de projeto;
• Relação entre o Canvas de projeto e o Canvas de negócio;
• Definição do objetivo, justificativa e benefícios dos projetos;
• Identificação das partes interessadas e dos riscos de um projeto;
• Delimitação do escopo, não escopo, premissas e restrições do projeto;
• Definição das entregas, datas e orçamento do projeto;
• Dicas para preenchimento do Canvas: encaixe estratégico, coerência e consistência do projeto (técnica MECE – Mutuamente Excludente, Coletivamente Exaustivo).

As inscrições para o curso são limitadas e podem ser feitas pelo site www.ei.org.br no menu “Agenda”.

Sobre a Ei!

A Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores, da Fundação Assis Chateaubriand, é um ambiente de conexão, conhecimento e experiências inovadoras, que surgiu em agosto de 2017 para transformar empreendedores de dentro para fora. Nesta comunidade, acredita-se na força das conexões, no aprender fazendo, na criação coletiva, entre outros.

Desde o ano passado, são realizados diversos eventos que reúnem pessoas que pensam diferente e acreditam no potencial inovador da cidade. A Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores está no Facebook, Instagram e Twitter, com o perfil @ComunidadeEi

Serviço

O que: Curso de Canvas, com Wankes Leandro
Onde: Espaço Ei! – SIG Quadra 2 Lote 340
Quando: 5 de outubro de 2018, das 19h às 22h, e 6 de outubro, das 9h às 12h
Inscrições: http://www.ei.org.br/agenda.html
Informações: www.ei.org.br ou comunidade@ei.org.br

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